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Como é o Céu?

18 maio

Como é o Céu?

Pr. David Marcos, Terça, 28 de Abril de 2015

“Deus colocou a eternidade no coração do homem”. (Ec. 3:11)

Diz a lenda que existe uma fonte de águas tão puras que a pessoa que beber desta água, rejuvenesce. Esta fonte foi descoberta pelos árabes e roubada pelos bárbaros. O líder da aldeia árabe amaldiçoou os bárbaros que fugiam de barco. O barco afundou e junto com os ladrões, a fonte também afundou. Desde então, algumas pessoas acreditam que a fonte, por não ser natural e conter águas muito puras, flutua pelo oceano, até que alguém algum dia irá encontrá-la.

Outra versão diz que depois de roubada pelos bárbaros a fonte foi parar no Oceano Ártico. Diz ainda que aquelas pessoas que se banharem nuas em noite de Lua cheia, alcançarão a imortalidade; ou aqueles que beberem desta água morna serão teletransportados para o passado.

Algumas coisas chamam a atenção na lenda da Fonte da Juventude. Primeiro, tem gente que realmente acredita! Muita gente nua se banha em noite de lua cheia nas águas do Ártico. Existiram excursões à procura desta Fonte, e não estou falando de Indiana Jones, mas de Ponce de Leon, conquistador espanhol (séc. XVI) achou a Flórida ao buscar a Fonte da Juventude.

Outra curiosidade envolvendo a lenda da Fonte da Juventude é a busca humana por imortalidade. Em vários lugares da nossa cultura, podemos encontrar o anseio por um mundo que transcenda a realidade que vivemos. Em várias poesias, textos, telas, músicas e filmes existe um clamor comum por um mundo onde não tenhamos mais que conviver com tanta calamidade, injustiça, violência, corrupção…

Perceba que a ideia da imortalidade da alma não é algo distintamente cristão. Muitos séculos antes de Jesus, os egípcios, os persas e os gregos partilhavam com os judeus a convicção de que existe uma parte imaterial no homem, uma parte que nunca morre. Todos nós carregamos a sensação de que, por mais longa que seja a vida aqui na terra, ainda assim, ela é muito curta. Há tanta coisa para descobrirmos neste mundo! Quanta variedade de experiências para desfrutarmos, mas dispomos de tão pouco tempo! Quantos lugares que nunca visitaremos, livros que nunca leremos, músicas que nunca ouviremos… É perturbador ver tanta riqueza esvair-se de nós a cada tique-taque do relógio!

Certa vez perguntaram a uma pessoa: “Você sabe tocar violino?” E ele respondeu: “Não sei se sei, nunca tentei”. Esta resposta esta corretíssima! Em cada um de nós existe um sem número de possibilidades que nunca soubemos. Não sabemos de tudo o quanto somos capazes.

O que falar dos nossos amigos? Quão pouco sabemos dos nossos amigos, mesmo os mais achegados! E o que dizer dos milhares de seres humanos que nunca encontramos? Quantas personalidades, quantas histórias, quantas coisas interessantes e engraçadas? Quantas coisas poderíamos aprender se conhecêssemos uma quantidade maior de seres humanos? E o que falar das verdades acerca do nosso Deus? Por mais que alguém leve décadas estudando profundamente as Escrituras, ainda assim, tal pessoa está patinando nas águas rasas da verdade revelada.

Você não tem uma fome voraz de conhecer mais e mais coisas da vida? Você não sente uma frustração enorme diante da veloz passagem dos anos? Não existe um sentimento de não realização, por mais que você estude e trabalhe? Certamente que estava certo o teólogo quando disse que: “O nosso Criador não projetou seres dotados de tanta complexidade e capacidade para um simples punhado de décadas”. É por isso que faz todo o sentido a frase de Salomão, “Deus colocou a eternidade no coração do homem”.Isso significa que cada bom anelo sentido dentro de nós é uma insinuação da imortalidade, cada frustração mesclada por um anseio de “quero mais” é um eco da eternidade em nossa alma. Estava certo C.S. Lewis quando afirmou que “se habitam em mim desejos que não podem ser satisfeitos neste mundo, não seria o caso de eu ter sido criado para viver em outro mundo?”

Sabe aqueles momentos de rara felicidade quando você diz a si mesmo: “Eu gostaria que isso durasse para sempre”. No céu continuará! É sobre esta existência de extrema felicidade, neste lugar indescritível, ao lado dos santos e na presença de Deus que vamos tratar neste e nos capítulos a seguir.

Veja que interessante, 71% das pessoas no Brasil acreditam em vida após a morte. Embora as porcentagens não se apliquem com exatidão, podemos presumir que mais do que 99% de nossa existência será vivida no céu. Se a maior parte das pessoas acredita em vida após a morte, e se a maior parte da nossa existência acontecerá lá, por que as pessoas não falam, ou falam tão pouco sobre este assunto? Por que tamanho desinteresse em conhecer o lugar em que vamos viver o maior tempo de nossa existência?

Quando vamos viajar para algum lugar desconhecido, procuramos as diversas informações: clima, costumes, culinária, se o povo é educado ou ignorante, vemos fotos e vídeos, analisamos mapas, nos enchemos de informações do lugar que vamos passar 15 dias, quem sabe, um mês! E o céu que é o lugar onde passaremos a eternidade não procuramos de saber de nada. Como assim?!  Lamentavelmente, a crença no céu não faz nenhuma diferença na maneira como as pessoas vivem aqui na terra. Crer que viveremos eternamente com o Senhor no Paraíso não traz nenhum impacto na conduta dos cristãos.

Que crença é esta que não muda em nada o nosso comportamento? Será que realmente cremos como afirmamos crer? Fica muito evidente que o céu não faz parte da agenda da igreja nos dias de hoje. Hereticamente nós trocamos o céu por um mundo materialista, cheios de confortos e prazeres. Se antes os crentes eram acusados de olhar para o céu como um escapismo dos problemas da terra, hoje, a igreja abandonou a esperança do céu.

Abandonar a mensagem do céu é um erro e uma tolice, afinal, como cristãos, estamos jogando fora uma das nossas mais poderosas armas evangelísticas. Deus oferece a seres humanos miseráveis e pecadores uma eternidade de inimaginável felicidade. Que possibilidade estupendamente gloriosa a igreja a está perdendo!

Apesar disto, é importante ressaltar que a maior parte do ensino sobre o céu nas Escrituras não é para evangelização, mas para o consolo dos crentes. O que existe na Bíblia sobre o céu é, principalmente para ajudar, animar, santificar, fortalecer, encher de alegria e esperança os filhos de Deus.

Contudo, essas ponderações nos levam a ponderar o seguinte: Quais seriam os motivos de tão grande desinteresse por parte das pessoas em conhecer sobre a vida pós-morte? Vejamos alguns.

Primeiro, medo da morte. Muitos gostariam de ser arrebatados e não ter que enfrentar a morte. No entanto, não há nenhum caminho para o céu, senão através do Vale da sombra da morte. Para irmos para o céu precisamos morrer!

Segundo, a riqueza trouxe para esta vida o que para gerações anteriores só seria possível no céu. O progresso científico e social trouxe para o homem algumas coisas que o fizeram esquecer-se do céu, por exemplo, alimento em abundância e de sabor delicioso, alívio de dores, ambientes de beleza e de luxo. Estas coisas no passado, para a maior parte das pessoas, só era possível lá no céu. Hoje elas estão acessíveis à grande maioria das pessoas.

Terceiro, falta de informações e pregações levaram as pessoas a terem um desinteresse pelo céu. Séculos atrás as pessoas conversavam sobre o céu muito mais do que em nossa época. Existiam muito mais sermões sobre o céu do que na atualidade. Quando foi a última vez que você ouviu um sermão sobre o céu?

Por falta de informação e de pregação, por medo da morte e por causa do luxo e do conforto, os cristãos pararam de ouvir, de ler, de estudar sobre o céu. Sendo assim, cresceu muito a ignorância das pessoas acerca deste assunto, de forma que existem muitas dúvidas na mente das pessoas sobre o céu. A Bíblia nos esclarece algumas dúvidas, não todas. No entanto, muitas pessoas não conhecem nem mesmo as dúvidas que a Bíblia esclarece, tais como: “Quando morremos vamos imediatamente para o céu? Quem está no céu vê a terra e o inferno? Quem morreu pode voltar na terra? Nós vamos nos conhecer no céu? Como é ou o que é o céu? O que é este negócio chamado de galardão?”

Vejamos algumas dessas questões. Quando morremos vamos imediatamente para o céu? Os católicos e os criadores de LOST afirmam que a alma de algumas pessoas vai para o purgatório. O interessante é que esta doutrina católica só foi adicionada à igreja no ano de 593. Antes disto não existia o “purgatório”. Pra onde é que as almas iam antes disso? Esta doutrina não encontra base em lugar nenhum da Palavra de Deus. Foi uma adição feita pela igreja ao longo dos séculos.

Já os espíritas afirmam que nossas almas ficam vagando por aí, até encarnarem-se novamente. A parábola do rico e do Lázaro contada por Jesus descarta completamente esta possibilidade. Tanto Lázaro como o rico, morrem e passam imediatamente por um julgamento com sentença definitiva. O rico foi para o inferno e Lázaro foi levado para o “seio de Abraão”. “Seio de Abraão” é uma figura usada pelos judeus para designar o céu. Portanto, nada de reencarnação e de progresso contínuo para o rico. Nada de vagar pelos espaços, este é o ensinamento claro de Jesus.

E os evangélicos o que dizem? Também há divergências. Ao longo dos séculos muitas pessoas têm acreditado na teoria do “Sono da alma”. Esta teoria afirma que as pessoas que morreram estão dormindo, inconscientes, até a volta de Cristo. No início da igreja primitiva houve uma seita da Arábia que difundiu esta idéia. Nos tempos da Reforma alguns anabatistas pregavam esta ideologia. Calvino refutou este argumento num dos seus muitos escritos. Nos dias de hoje os Adventistas e alguns evangélicos defendem esta teoria.

Os defensores da doutrina do Sono da Alma alegam que a Bíblia com frequência representa a morte como se fosse um sono. Eis alguns textos utilizados por estas pessoas: “Não choreis; ela não está morta mais dorme” (Lc. 8:52). “Tendo dito isto, adormeceu. E Paulo consentiu na sua morte” (At.7:60). “Os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que estavam dormindo foram ressuscitados” (Mt. 27:52). Diante destes e de outros versos parecidos, precisamos lembrar que em parte alguma da Bíblia se diz que as almas adormeceram, sempre é a pessoa (físico) quem adormece. Além disso, era um costume da época dizer que os que morrem, adormeciam. Comparar a morte com o sono era e é algo muito apropriado, afinal, o sono significa, suspensão das atividades à qual alguém esteve ocupado. O sono também pode ser comparado ao descanso do trabalho, a própria Bíblia nos diz que os mortos descansam de seu labor: “Bem-aventurados os mortos que desde já morrem no Senhor. Para que descansem de seus trabalhos”.(Ap.14:13)

E ainda, para que os textos bíblicos citados pelos defensores do sono da alma tenham alguma validade era preciso demonstrar que os que morreram não praticavam nenhuma atividade depois de mortos. Se estão dormindo não podiam fazer nada, tinham ficar quietos! Será que é possível mesmo quando estão dormindo, desfrutar de deleites e delícias (Sl.16:11), receber consolo (Lc.16), contemplar a face de Deus (Sl.17:15), servir ao Senhor (Ap.7:15) e se assentar com Abraão, Isaque e Jacó? (Mt.8:11) Estes textos bíblicos demonstram que as pessoas que morreram estão plenamente conscientes das coisas que estão fazendo. Uma pessoa que dorme não tem consciência do que faz. Pergunte ao sonâmbulo que faz coisas que ele não faria acordado.

Outro argumento utilizado pelos defensores da doutrina do Sono da Alma é o seguinte: “Não vemos na Bíblia relatos dos que ressuscitaram de como é o céu”. Daí se conclui que não viram e nem ouviram nada, já que estavam dormindo ou inconscientes. Devemos lembrar que não ter nada escrito nos Evangelhos não quer dizer que os que ressuscitaram não tenham relatado. Pode ser que o autor sagrado é que não teve o interesse de relatar. Pode ser que eles tenham relatado sim, até mesmo para servir de testemunho. Inclusive, teve um que relatou (II Cor. 12:4).

O ensino bíblico é que assim que morremos vamos imediatamente para o céu. Foi isso o que disse Jesus ao ladrão na cruz: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Outra dúvida que paira na mente das pessoas é a seguinte: Quem está no céu vê a terra ou o inferno? Segundo a parábola do rico e do mendigo, quem está no inferno vê o céu.  O rico lá no inferno tinha visões do mendigo no céu: “No hades, ergueu os olhos estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio” (v.23) Talvez isto aconteça até mesmo para que o sofrimento seja maior. Agora, quem está no céu não pode ver nem tem acesso a terra e nem ao inferno.

Isto nos leva a outra questão: Quem morreu pode voltar na terra? Na parábola a diferença entre o rico e o mendigo depois da morte é enorme! “Entre nós está posto um grande abismo, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós”(v.26). Segundo o ensino geral das Escrituras que transparece aqui neste verso, os mortos não podem comunicar-se com os vivos desta terra. Nem Lázaro, nem o falecido rico, puderam enviar mensagens aos cinco irmãos na terra. Portanto, não caia no engano do espiritismo que promete contato com as pessoas depois da morte. Segundo o ensino das Sagradas Escrituras, depois da morte não existem mais nenhuma possibilidade de contato com aqueles que morreram.

O que muita gente não sabe, mas que é ensinado nas Escrituras é que existirá progresso contínuo e infinito de conhecimento no céu. A perfeição moral não elimina o progresso. Existe progresso mesmo na perfeição. Adão era perfeito, e, contudo, não sabia de todas as coisas. Jesus era perfeito, e, contudo, diz a Bíblia que Ele cresceu em conhecimento e sabedoria (Lc. 2:40). No céu continuaremos, por toda eternidade, conhecendo Àquele que é impossível de ser conhecido em sua totalidade. Deus é infinito e jamais poderemos exaurir sua grandeza (Sl. 145:3). O  dia em que conhecermos a Deus plenamente, ele deixará de ser Deus. Portanto, no céu existirá contínuo crescimento, aprendizado e enriquecimento do conhecimento de Deus.

E, por fim, aprendemos das Escrituras que o céu só é céu por causa de Jesus. A única definição de vida eterna encontrada nas palavras de Jesus é: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e Jesus Cristo, aquele que tu enviaste” (Jo. 17:3). Este “conhecimento” pode soar para nós como um mero conhecimento intelectual. Só que a palavra “conhecimento” na Bíblia sempre denota um relacionamento íntimo, pessoal, interativo. Portanto, a vida eterna de que Jesus fala, significa ter intimidade com Deus.

Alguém observou que em nenhuma parte o Novo Testamento fala dos crentes irem “para o céu” quando morrem. Em vez disso, a linguagem bíblica diz que quando morrem, os crentes vão “estar com Cristo”. Foi isso que Paulo disse aos crentes de Filipos. Para o apóstolo “partir”, ou seja, ir para o céu, era a mesma coisa que “estar com Cristo”. O lugar e a Pessoa são quase igualados por Paulo. Quando João fala das bênçãos do céu, o ponto culminante dessas bênçãos vem em uma pequena afirmação: “Contemplarão a tua face” (Ap.22:4).

Se vida eterna é conhecer a Cristo, podemos desde já começar a desfrutar da vida eterna. A eternidade não é algo que vai acontecer, algo que começará mais tarde quando morrermos. O tempo em que estamos vivendo se desenrola dentro da eternidade. Ou seja, a vida eterna, as delícias do céu, já podem ser experimentadas agora. É claro que não na plenitude que será lá no céu, afinal, habitamos num mundo cheio de pecados. Contudo, numa certa proporção já podemos desfrutar do céu. “Se a minha meta é a vida eterna, então essa vida deve ser atingível já agora, onde eu estou, porque a vida eterna é a vida em e com Deus, e Deus está onde eu estou, aqui e agora. O grande mistério da vida espiritual – a vida em Deus – é que não temos de esperar por ela como algo que acontecerá depois. Jesus disse: “Estai em mim como eu estou em vós”. É esse divino “estar em” que é a vida eterna. É a presença ativa de Deus no centro do meu viver – o movimento do Espírito de Deus dentro de nós – que nos dá a vida eterna”. (Henry Nouwen)

Existe uma poesia escrita por um compositor chamado Jader D. Santos, que diz o seguinte:

 

O CÉU É JESUS

 

Eu já ouvi falar de uma terra sem igual, aonde tudo é paz e não lugar pro mal.

Almejo esse lar tão puro e sem igual, mas eu não sei o dia em que virá pra mim.

Enquanto estou aqui começo a pensar que desse bom lugar já posso desfrutar.

E quando vejo mãos se unindo, multidões cantando um hino,

Vejo anjos celebrando, é o céu que está chegando.

 

Eu posso aqui provar as delícias desse lar, se eu procurar viver como meu Jesus viveu.

Em meio à luta e dor eu posso estar em paz, pois meu viver já coloquei nas mãos do Pai.

Enquanto estou aqui começo a pensar que desse bom lugar já posso desfrutar.

E quando vejo mãos se unindo, multidões cantando um hino,

Vejo anjos celebrando, é o céu que está chegando.

 

O céu é aqui, se eu tomo tempo pra louvar. O céu é aqui, se eu me ajoelho para orar.

O céu aqui, se eu aprendi a perdoar. O céu é Jesus, e onde Ele estiver o céu será ali.

 

Pois não existe céu sem Jesus e não existe paz sem Jesus. Sem Ele a riqueza do universo é sem valor.

Pra que mar de cristal sem Jesus? E flores que não murcham sem Jesus?

Pra que viver pra sempre, sem ter a companhia de Jesus?

Eu volto a afirmar: o céu é aqui se aqui Jesus está.

 

Lá na cruz Jesus disse o seguinte ao ladrão arrependido: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Muitos que leem esta frase entendem que a palavra mais importante desta frase é “paraíso”, afinal, ela significa que o ladrão foi redimido. Contudo, o que Jesus oferece é melhor que o paraíso. Ele oferece intimidade com Ele: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Este “comigo” é que faz do céu o paraíso. Jonathan Edwards certa vez disse o seguinte: “Eu sei que isto é impossível, no entanto, se Jesus Cristo passasse a eternidade no inferno, eu preferiria ir para o inferno a estar sem Ele no céu; pois estar onde Jesus está, isto sim é o céu para mim”.

“A que tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti”. (Sl. 73:25)

Esta é uma verdade que precisa estar constantemente sendo relembrada por todos nós. Não somos daqui, não fazemos parte deste mundo, nascemos para ir para o céu. Estamos aqui como peregrinos e não como moradores. “Não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual; somos seres espirituais tendo uma experiência humana”. (Pierre Teilhard de Chardin)

Conta-se que dois artistas da Antiguidade estavam competindo para ver quem pintaria melhor o mundo visível. – “Agora provarei que sou o melhor” – disse o primeiro, mostrando uma cortina que tinha pintado. “Bem, puxe a cortina” – disse o rival – “e vejamos a pintura”. “A cortina é a pintura” – respondeu, rindo, o primeiro.

Este mundo é apenas uma cortina que nos separa do verdadeiro mundo que nos aguarda.

SOLI DEO GLÓRIA!

 

Romanos 11:36