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Nossa História

Nossa história

A Igreja Batista Reformada é uma aliança de redimidos do Senhor Jesus, comprometidos com a instrução da Palavra de Deus e a comunhão com Ele e com seu povo para a adoração do Seu nome e as realizações do Seu serviço.

Em 28 de Julho de 2005 nos organizamos como Igreja Batista Reformada fundamentada nos seguintes princípios do movimento batista histórico:

1 – CRISTO JESUS É O NOSSO SENHOR!

Nossa suprema fonte de autoridade é o Senhor Jesus. Sua soberania emana de sua eterna divindade e poder, de sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa. Entendemos que só Ele tem um “nome que está acima de todo nome”. Que diante dEIe “todo joelho se dobrará, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor! “.

2. A BÍBLIA É NOSSA SUPREMA AUTORIDADE!

Cremos que as Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a Palavra de Deus, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo – revelação verdadeira e infalível da lei de Deus e do seu plano redentor, e regra clara e suficiente de fé e prática para os que são chamados para salvação: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para correção, para a educação na justiça, afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Timóteo. 3:16-17).

3. CREMOS NA SALVAÇÃO SOMENTE PELA GRAÇA!

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.

O ser humano não se reconcilia com Deus por meio de suas boas obras, mas por meio da graça de Deus, mediante a fé na pessoa, mensagem e obra de Cristo. Sim! Deus nos salva “para” as boas obras, mas não “pelas” boas obras (Efésios 2:1-10).

4. CREMOS NO SACERDÓCIO DE TODO CRISTÃO!

Jesus Cristo é nosso único Sumo Sacerdote, enquanto cada cristão verdadeiro é um sacerdote, ministro do evangelho, servindo a Deus através da sua vocação/profissão (Hebreus 4:14; 1 Pedro 2:9).

Hebreus.4:14: “Tendo, pois, a Jesus, O Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão”.

I Pedro 2:9: ”Vós porém, sois raça eleita, sacerdote real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”

Atos 17:11: “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim”.

5. DEFENDEMOS O VALOR E A LIBERDADE DO INDIVÍDUO!

Às vezes chamada de liberdade da consciência! Religiosa! Expressão! No livro “Princípios Batistas” diz que a primeira convenção Batista nos EUA (1814) já declarava que: “Todos fomos criados a imagem e semelhança de Deus, portanto, merecemos respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita. Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas próprias decisões e questões morais e religiosas. Cada pessoa é livre perante Deus, em todas as questões de consciência, e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar de sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.”

6. CREMOS NO BATISMO DOS REGENERADOS!

O batismo é administrado somente para aqueles que ouviram, entenderam e creram no evangelho de Cristo. Mateus 28:18-20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”.

7. CREMOS NAS DUAS ORDENANÇAS DE CRISTO!

Entendemos que Jesus Cristo deixou duas ordenanças para Sua igreja: O Batismo e a Ceia.

O Batismo e a Ceia do Senhor são apenas ordenanças de Cristo para Sua igreja, e não sacramentos. O Batismo é por imersão, simbolizando a morte para o pecado, e o nascer para uma nova vida com Deus (Mateus 3:13-17; Romanos 6:3-5). A Ceia é um memorial quando a Igreja recorda, medita e anuncia o evento mais importante da história, que é a morte e a ressurreição de Cristo (I Cor.11:23-31).

8. CREMOS NA SEPARAÇÃO ENTRE A IGREJA E O ESTADO.

Mateus 22:21: “Dai a César o que é de César a Deus o que é de Deus.”

João 18:36: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus…”

A igreja e o Estado são constituídos por Deus e são perante ele responsáveis. Devem permanecer distintos, mas tem a obrigação do reconhecimento e reforço mútuos, no propósito de cumprir-se a função divina.

9. CREMOS NA AUTONOMIA DA IGREJA LOCAL.

Cada igreja local deve ter liberdade para dirigir e administrar sua vida de forma democrática e congregacional (Mateus 18:15-18; I Pedro 5:1-4).

REFORMADA

Assumimos este nome “Reformada” de forma proposicional e por duas razões específicas: primeiramente porque nos ajuda a explicar algo de nossas raízes histórica e teológica. Nós mantemos um corpo de confissões teológicas comumente chamadas de Fé Reformada – aquelas verdades da Palavra de Deus que foram afirmadas pela igreja primitiva e reavivadas pela Reforma Protestante. Verdades bíblicas tais como Sola Fide (justificação somente pela fé), Sola Gratia (salvação somente pela graça de Deus), Solus Christus (Cristo somente, o Salvador dos pecadores), Sola Scriptura (a Bíblia, e somente ela, como base de fé e prática) e Soli Deo Gloria (a Deus somente, toda glória na salvação dos pecadores), entre os grandes pilares da Fé Reformada.

Talvez mais conhecida por sua doutrina da salvação, a Fé Reformada ensina (assim como ensinam as Escrituras) que, antes de o mundo ter sido criado, Deus o Pai, soberanamente, escolheu certos pecadores para a salvação de acordo com o Seu beneplácito (Ef 1.3-5). A Seu próprio tempo, Deus o Filho veio e morreu pelos pecados dos escolhidos (Jo 10.14-18). Na conversão, Deus o Espírito Santo, trabalhando em harmonia com o decreto do Pai e a morte do Filho, aplica a obra de redenção ao eleito (Tt 3.5). Quando dizemos que somos Reformados, estamos afirmando que abraçamos como bíblico, o sistema de teologia comumente chamado dedoutrinas da graça – aquelas doutrinas que afirmam a depravação total do homem, a natureza incondicional da eleição, o propósito particular ou limitado da redenção, o chamamento irresistível e eficaz, e a perseverança e preservação dos santos. Muitos dos grandes nomes da história da igreja estão associados a estas doutrinas. Enfatizamos, entretanto, que mantemos estas verdades, não simplesmente porque Agostinho, Calvino, Edwards, Spurgeon e outros grandes nomes da história da igreja também as abraçaram, mas porque, assim Jesus como os apóstolos, claramente as ensinaram.

A Fé Reformada, porém, abrange muito mais que a bíblica doutrina da salvação. Seus ensinos enfatizam ainda, o que concerne a outras verdades de grande importância como, por exemplo, a maneira em que nós, como crentes, devemos viver neste mundo e, ainda, como a igreja deve levar adiante a pregação do Evangelho, como conduzir nosso culto de adoração a Deus, e também como nossas igrejas devem ser governadas. Deste entendimento teológico emanaram grandes confissões, credos e catecismos Reformados. Entre os mais proeminentes estão os Cânones do Sínodo de Dort, a Confissão de Fé e o Catecismo de Westminster, e a Confissão de Fé e o Catecismo de Heidelberg. Nossa Confissão de Fé –  a Confissão de Fé Batista Londrina publicada em 1689 (também conhecida como Segunda Confissão de Fé Batista Londrina) – está profundamente enraizada nestes documentos históricos e é substancialmente similar a Confissão de Westminster. Por estas razões teológicas e históricas, nos chamamos de cristãos “Reformados”.

Também usamos este termo “Reformada” de um segundo modo e por uma segunda razão: estamos buscando reformar-nos a nós mesmos e às nossas igrejas de acordo com os ensinos da Palavra de Deus, a Bíblia. Em nossos dias atuais, com freqüência ouvimos chamados de muitos púlpitos para uma reforma da igreja. Porém, tais chamados, em muitos casos, visam ao esforço de mover a igreja para ainda mais distante de suas raízes bíblicas e históricas, na direção do que é moderno, contemporâneo e inovador; a uma teologia centrada no homem e seus interesses físicos e seculares. Existem, sem dúvida, muitas reformas em progresso, mas não conformadas aos padrões bíblicos, e onde o poder de Deus, Sua majestade e glória são omitidos, se não totalmente relegados ao esquecimento. Ao nos declararmos “Reformados”, estamos fazendo de nosso alvo e ambição nos posicionarmos cada vez mais em alinhamento com as Escrituras. Neste sentido, o termo “Reformado” não tem conotação estática. Desejamos fazer o caminho de volta às Escrituras, examinando-nos constantemente. E não o fazemos simplesmente porque os Puritanos do passado o fizeram, ou porque outros Reformados contemporâneos o fazem. Nós almejamos fazer tudo o que vemos revelado em nossas Bíblias, como sendo a vontade de Cristo para Sua igreja.

– Documento emitido pela CRBB